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Espectaculo de um so dia apenas

Espaço dedicado a debater sobre os concertos dos Europe

Espectaculo de um so dia apenas

Postby ALUAP on Fri Feb 01, 2008 9:23 pm

Espectáculo de apenas um só dia


Estocolmo, 26 Janeiro 2008, o dia amanhece frio, sem sol, levanto-me cedo para poder aproveitar bem o dia saio do hotel com destino a St. Eriksgatem, rua onde abundam as lojas de instrumentos musicais e de CD’s ou vinil usados, caminho ao longo de toda a rua, olho, volto a olhar para encontrar algo sobre a banda Europe.

A manha vai avançando e decido ir em direcção ao Hard Rock Café pois ao meio-dia tinha almoço marcado com fãs de vários países.

Ao chegar a porta percorro com o olhar todas as pessoas que estavam a porta a espera de entrar, a indecisão de saber se são ou não quem habitualmente vejo em fotos no fórum da banda, leva-me a não meter conversa.

As portas abrem e na entrada pergunto onde está a mesa dos fãs da banda Europe e indicam-me, logo a “organizadora” do almoço vem na minha direcção com um sorriso e deseja as boas vindas.

Aos poucos vão chegando todos os que quiseram estar presentes e na mesma mesa reuniram-se pessoas de: Portugal, Espanha, Inglaterra, Croácia, França e Suécia.

Seis culturas diferentes, mas que falaram das suas vidas, do que fazem, dos concertos que já assistiram, nas noites passadas no fórum europetheband.com, um misto de línguas, mas onde todos se entenderam e conviveram, pois partilham uma mesma paixão.

O HRC é um local especial para todos os fãs, pois há 20 anos atrás foi ali gravado o vídeo clip da música Rock The Night, e onde nos dias de hoje está uma vitrina toda dedicada a banda, pois tem uns sapatos e um casaco de Joey, um livro de tournée no Japão em 1988, entre outras coisas.

Após todo este convívio decidimos não ir todos juntos para a sala Nalen pois havia quem ainda necessitasse de fazer outras coisas.

A meio da tarde, saí do hotel em direcção a mítica sala de espectáculos, ao chegar não mais do que 10 pessoas na fila de espera, apesar do frio a espera não foi muito longa e as 20 horas as portas abrem.

Uma sala clássica, muito acolhedora pela decoração e de pequena dimensão. No palco três bancos altos, sete guitarras, uma bateria reduzida ao mínimo e apenas um conjunto de teclas, pois seria um concerto “quase desligado”.

Por trás um pouco escondidos quatro instrumentos musicais de cordas que iam servir para o quarteto de apoio.

A sala enche rapidamente, 700 espectadores a acotovelarem-se para conseguir a melhor posição.

Começam os flashs, e as 21 horas o espectáculo começa, no palco calmamente entram os 5 elementos, logo ali começa a diferença, ao invés de entrarem a tocar, entram a falar, luz acessa, cada um toma a sua posição e Joey diz Let’s do this thing”.

Com um sorriso característico, Joey começa os primeiros acordes de Got To Have Faith, a postura em palco de todos os elementos é diferente, as luzes mantém-se acessas, todos estão sentados, como de uma conversa entre amigos se trata-se.

Joey anuncia que a seguir será Forever Traveling, a audiência delira pois não é uma das músicas mais tocadas ao vivo.

Agora Joey fala de como se lembra da noite em que Norum gravou o solo da próxima musica, Devil Sings The Blues, e dedica-a ao seu filho de três meses Jamie.

É chegada a altura da primeira cover da noite, sempre em tom de conversa, Joey diz que esta é dedicada a todos os fãs que não puderam estar presentes e que estavam a ver pela Internet, Wish You Were Here dos Pink Floyd, a expressão facial do vocalista da banda é a de estar a tirar um prazer imenso de tocar aquela musica ao vivo, nenhuma musica era começada automaticamente, havia alguns segundo de interiorização.

Ao começar Dreamer, Norum, que apesar de estar sentado já tinha transpiração em toda a sua expressão, aquela música é uma das mais pedidas pelos fãs, a audiência estava com uma boa luminosidade para que também as nossas reacções fossem sentidas por todos os elementos, todos sabiam esta musica apesar de muito raramente ser tocada ao vivo.

Mais uma cover, Love To Love dos UFO e enquanto Joey fala, Leven vai se entretendo a lançar para o publico palhetas, três ou quatro de cada vez, e é a confusão habitual para as tentar agarrar.

The Final Countdown é a próxima, Joey conta que pediu a Mic um teclado emprestado e depois surgiu com o riff para esta música. Não parece a mesma, o publico mais uma vez delira com outra versão tão bem conseguida da música que deu a volta ao mundo em sucesso absoluto, depois das versões alternativas editadas em CD’s sem grande receptividade, a reacção a esta apresentação foi estrondosa.

Yesterday News, outro clássico nos concertos ao vivo, não que toquem a versão original gravada, mas esta é mais uma variante que resulta sempre bem, puxa pelo publico, exige a sua participação e quem move montanhas para estar presente num evento como este, agradece sempre poder participar activamente na actuação.

Chega agora o momento da terceira cover da noite, Led Zepplin, talvez de todas a que teve menos recepção da noite, apesar da qualidade com que foi feita.

Hero, a musica que Joey dedica a Phil dos Thin Lizzy, mas que todos nós nos revemos em relação a ele próprio, todos a sabem de uma ponta a outra, nesta altura já todo o publico gritava o mais alto que podia, as emoções estão no máximo, o ambiente é quente, difícil de descrever, pois naquela noite estava a viver-se um momento pela primeira e pela ultima vez, pois a banda anunciou que seria uma só vez.

A última cover da noite chega com Suicide dos Thin Lizzy, outro grande sucesso pois foi uma grande fonte de inspiração para a nossa banda.

A pedido de muitos frequentadores habituais do fórum oficial da banda, chega a musica mais esperada por muitos, Memories com o seu anuncio toda a sala “vem abaixo”, que prenda que a banda resolveu dar a todos, quando a musica terminou, Norum lança para o publico a palheta com que tocou esta musica e veio direitinha a minha mão.

Quando termina, todos os elementos saem do palco para voltar alguns segundos depois, mais tarde na gravação que foi disponibilizada para a net, constatei que nesta altura estive em directo para o mundo inteiro a expressar a minha enorme alegria.

Superstitious é a ultima versão especial da noite, musica que ao longo da ultima tournée se tornou cada vez mais participada pelo publico, todos esperam por aquela interrupção a meio para gritar - singing oh oh oh oh, - esta é também umas das musicas mais “cantadas” em conjunto.

Agora é a vez do quarteto convidado Stockholmstrings sair.

Bom, e agora pensa o publico, não os podemos deixar ir embora, e então toda a sala pede entusiasticamente por mais uma musica, Joey diz que não tem nada preparado e pergunta ao publico o que querem ouvir, provavelmente terá recebido 700 pedidos diferentes, mas anuncia que vão tocar em versão concerto Rock The Night, aqui todos querem tirar o maior proveito dos últimos minutos, os flashs abrandam e as vozes aumentam ainda mais, toda a sala tenta responder correctamente aos desafios vocais que Joey nos propõe, mas consegue nos enganar e altera os sons habituais que temos de repetir.

Emoção ao rubro, prazer ao máximo, sorrisos constantes, o concerto chega ao fim, a banda sai de palco com um muito obrigado a todos, as luzes apagam-se e começam a retirar os instrumentos.

Era hora da fotografia da praxe, com o palco em fundo, ida ao bar para as cordas vocais ganharem novamente som, abrandar o ritmo do coração e segurar com muita força a minha palheta.

Tudo já estava perfeito, se neste mundo existirem coisas perfeitas, esta noite tinha sido 100%.

A saída e sem mais nada esperar, tinha a minha espera uma fotografia autografada, que excelente ideia a de oferecer aos seus fãs aquilo que eles tanto desejam – um autografo.

Já na rua, era tempo de despedidas entre fãs, como alguém me disse – estas com uma cara de felicidade – e eu apesar de não me estar a ver, acho que devia transparecer a felicidade que sentia.

Em Madrid realizei um sonho, em Estocolmo concretizei um desejo, e sou agora uma pessoa mais feliz.

Continua ……. Num próximo concerto.
ALUAP
 
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